Sexta, 30 de Julho de 2010


Fonte: Zero Hora

Nas grandes cidades, o trânsito lento exige paciência

Em situações de estresse o nosso corpo reage de diversas maneiras. A adrenalina aumenta, os sentidos são acionados simultaneamente e a mente pode nos trazer lembranças, medos e outros sentimentos. Segundos nesse turbilhão de sensações parecem o tempo mais longo do mundo e, ao final, não lembramos o que dissemos ou fizemos.

Isso acontece porque diversos sentimentos vêm à tona, entre os principais que estão relacionados ao estresse no trânsito são: raiva, medo, tristeza e alegria. Dependendo da atitude que é tomada, um pode crescer mais que o outro, o que nem sempre é favorável.

O melhor dos sentimentos a se ter no trânsito é a calma, orienta o terapeuta Gilberto Katayama, do Núcleo Ser, de São Paulo, e especialista em medicina do trabalho e saúde pública. Porém é praticamente impossível conviver 24h do dia, sem se estressar e sem deixar que outros sentimentos apareçam enquanto dirigimos.

O especialista alerta que quando a raiva e a agressividade são liberadas, o desejo que se tem é a destruição do próximo. Já quando o medo se faz presente numa situação, a primeira atitude a ser tomada é a de querer fugir, podendo até levar à paralisação dos movimentos físicos em casos extremos.

De acordo com Katayama, existem algumas técnicas simples, que podem ajudar a manter o controle em situações extremas:

— Perceba, antes mesmo de entrar no seu carro, quais são os sentimentos que estão mais aguçados naquele momento. Se for a raiva, libere-a. Para isso, procure um lugar seguro, movimente seu corpo. Se esse sentimento é constante, uma boa dica é fazer exercícios físicos logo pela manhã.

— Conscientize-se que irá enfrentar um trânsito, e que isso gera estresse. Aceite isso e prepare-se para não se aborrecer muito.

— Para não se estressar no trânsito, ouça uma música preferida, cante.

— Se o estresse aparecer, grite! Perceba o alívio imediato que sentirá ao liberar o estresse. Isso significa que o corpo e a mente estão saudáveis, e ficar preso ao estresse excessivo significa que o corpo e a mente estão adoecendo.

Fonte: Jornal da Manhã

Nova regulamentação que prevê que as autoescolas reservem o período noturno para 4h das aulas de direção tem causado polêmica, não só entre proprietários e candidatos à carteira de habilitação (CNH), mas também entre os instrutores de direção.

Conforme denúncia recebida pelo Jornal da Manhã por profissional que se denomina Emmanuel, as autoescolas estariam estabelecendo horários estendidos de expediente aos instrutores que, segundo ele, chegam a cumprir jornada de até 15h de trabalho. “Estão impondo trabalho escravo. Os instrutores começam a trabalhar às 6h e param, em média, às 21h. Agora, com as provas no período noturno, ficam até mais à noite”, relata.

Sem entidade de classe que pleiteie melhores condições de trabalho, os instrutores seguem amargando jornadas sequenciais de trabalho que, na maioria das vezes, são remuneradas apenas por comissionamento.

Representante da extinta Associação das Autoescolas em Uberaba, proprietário de um estabelecimento que preferiu não se identificar, confirmou as informações. No entanto, atentou para a dificuldade que os empresários têm para oferecer melhorias, visto que a maioria das autoescolas mantém-se com os problemas inerentes aos estabelecimentos de pequeno porte. “É complicado promover aumento do quadro de funcionários ou pagamento de horas extras. Assim, a gente não se sustenta”, conta. “No Parque das Américas, perto da Delegacia da Polícia Civil, a iluminação nas ruas está terrível. Perto da Uniube, a mesma coisa: as ruas estão todas esburacadas”, reclama referindo-se a dois dos locais onde são aplicadas as provas de habilitação. “Sem contar a falta de educação terrível dos examinadores, formados por policiais civis. Eu diria que a grande maioria das bombas é por causa do nervosismo dos alunos e, em minha opinião, não custa nada dar bom-dia e boa-noite”, completa.

Questionado sobre a postura dos examinadores, o delegado da banca do Detran, Paulo Henrique Delladona, justificou a atitude dos examinadores, entretanto, afirmou que falta de educação ou desrespeito são inadmissíveis. “Eles são mais sérios mesmo e, na maioria das vezes, o candidato quer conversa”, diz. “Mas uma coisa é seriedade e outra é falta de educação. Se houver casos assim, o candidato tem que formalizar a reclamação no setor de habilitação”, orienta.

Fonte: O Dia

Indignados com a proposta do jovem Alan Souza Anjos, 18 anos, quatro policiais militares do Rio de Janeiro levaram o rapaz para a 38ª DP (Brás de Pina), na madrugada desta quinta-feira, após receberem a oferta de R$ 19 para liberar o carro sem a apresentação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em menos de 24 horas, foi o segundo caso de bom exemplo em meio as denúncias contra policiais acusados de extorquir motoristas.

Lotados no 9º BPM (Rocha Miranda), o sargento Sidney Moraes, o cabo Waldemir Martins, o cabo Alexandre Vilares e o soldado Alan dos Santos disseram que o jovem ofereceu o que tinha no bolso e ainda prometeu pegar mais dinheiro em casa. Ele dirigia o Peugeot, de propriedade de seu pai, quando foi parado pelos PMs na travessa da Amizade, rua paralela à avenida Meriti, na Vila da Penha.

Os policiais desconfiaram do veículo com três homens e pediram o documento do carro. Com o IPVA em dia e sem CNH, o rapaz entregou a carteira com R$ 19 à mostra e perguntou: “Tá bom?”. O sargento Moraes retrucou: “Tá bom? Você está preso”. Em companhia de mais dois amigos, o jovem e os colegas alegaram na 38ª DP que tudo não passou de mal entendido.

Para liberar o veículo, o pai do jovem pagou R$ 574,62 de multa por ceder o veículo para condutor inabilitado, mesmo valor pago por Alan, por conduzir sem CNH - R$ 574,62. O delegado Roberto Santos informou que o inquérito policial de corrupção ativa foi aberto apesar de as divergências dos depoimentos entre os PMs e os jovens. Em caso de condenação do condutor, o Código Penal prevê pena de 2 a 12 anos de reclusão. Coordenador do Julgamento de Condutores do Detran, Flávio Horta, explicou que as infrações ficam atreladas ao CPF do proprietário do carro. “Um novo projeto no Congresso, bem mais rigoroso, ostenta que quem dirigir sem permissão poderá ficar até 5 anos sem tirar a CNH”, afirmou.

Na quarta-feira, os cabos do BPRv Roberto de Almeida e Mauro de Sousa prenderam o mecânico Walter Darllan Pires dos Santos, 26 anos, na avenida Brasil. Os PMs disseram que ele tentou suborná-los com R$ 70. A conversa foi gravada num celular por Almeida. Walter Darllan Pires dos Santos foi transferido ontem para a Polinter.

Atitude correta vale bônus
A atitude correta dos quatro PMs do 9ºBPM (Rocha Miranda) levou o comandante, tenente-coronel Luiz Carlos Leal, a dar uma folga especial aos policiais. No Dia dos Pais, 8 de agosto, todos estarão de folga para comemorar a data com a família. “Eles merecem o bônus, assim como todos os que se mostrarem corretos”, disse.

No dia em que serão conhecidos os melhores do mês de julho do batalhão, os quatro policiais serão homenageados diante da família, em formatura no pátio do 9º BPM, na Rua Tacaratu. O Boletim Interno da Polícia Militar, em fase de publicação, também vai ressaltar a atitude deles e dos cabos do BPRv.