Terça, 20 de Julho de 2010
Arquivo Diário
Ter 20 Jul 2010
Rio - A Polícia Civil identificou na tarde desta terça-feira, através de imagens das câmeras da CET-Rio, o carro que atropelou o jovem Rafael Mascarenhas de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães. O veículo é um Siena preto. O jovem morreu na madrugada desta terça-feira ao ser atropelado por um motorista que trafegava no Túnel Acústico, na Gávea, na Zona Sul.
De acordo com a polícia, o carro saiu do túnel com os faróis apagados e ainda estaria disputando um ‘pega’ com um Honda Civic. O corpo de Rafael será cremado nesta quarta-feira no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Norte.
Ter 20 Jul 2010
Levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) conclui que a poluição originada do motor de um carro com mais de 15 anos de uso é 28 vezes maior que o de um carro novo, com menos de 6 mil quilômetros rodados. “Cerca de 33% da frota é responsável por 80% da poluição”, diz Henry Joseph Junior, presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, referindo-se à porcentagem de veículos com mais de 15 anos de uso. “E um carro com mais de 15 anos de rodagem, se não estiver bem regulado e com manutenção perfeita, polui ainda mais.”
A frota paulistana, segundo números do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), soma hoje mais de 6,7 milhões de veículos. Excluindo os que já deixaram de rodar e estão sucateados, a estimativa da Anfavea é que sejam entre 4,5 milhões e 5 milhões de carros circulando pelas vias. Do total, 23,9% têm mais de 20 anos de rodagem e despejam na atmosfera 67,1% dos poluentes. Outros 9,9% dos veículos têm entre 15 e 20 anos e emitem 13,1% dos gases que sujam o ar diariamente.
Já foi pior. Depois do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), as emissões foram reduzidas drasticamente. “Em 1988, o monóxido de carbono emitido por um veículo de passeio era de 24 gramas por quilômetro. Baixou para 12 g/km em 1992. Depois foi a 2 g/km, em 1997, e, hoje, chega a 1,3 g/km”, diz Joseph. Hoje, a idade média dos automóveis com placas de São Paulo é de 12,7 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Ter 20 Jul 2010
Projeto prevê parcelamento de multas de trânsito em até seis vezes
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7586/10, do Senado, que autoriza o parcelamento das multas de trânsito em até seis vezes. Pelo texto, que acrescenta artigo ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB - Lei 9.503/97), a divisão do valor dependerá de requerimento feito pelo motorista ao Detran responsável.
Autor da proposta, o senador Raimundo Colombo (DEM-SC) argumenta que o parcelamento contribui para diminuir a inadimplência. Ele lembra que, dependendo da infração cometida, a penalidade pode atingir valores incompatíveis com a renda do condutor. “Além disso, em caso de apreensão, por exemplo, quando a multa não é paga, o veículo vai a leilão depois de 90 dias”, afirma.
Veja aqui o projeto na integra
Ter 20 Jul 2010
Fonte: O Diario - Maringa
Luis Miura especialista em trânsito
Quais os impactos do crescimento da frota?
O crescimento da frota sem políticas de transportes é um problema. Cada vez mais o cidadão utiliza o carro, mas a tendência mundial é evoluir o transporte coletivo. O problema é que não se faz isso e nem se restringe o uso do carro.
Os administradores querem manter o transporte coletivo razoável, mas não querem dificultar o uso do automóvel. Não fazem nem uma coisa nem outra e fica nesse chove não molha. Ninguém adota políticas sérias para a restrição do automóvel porque soa antipático e político nenhum suporta isso.
E o povo gosta mesmo é de andar de carro…
Mas aí é que está. Esta vaidade pode ser quebrada na medida em que a utilização do automóvel começa a se tornar onerosa e o transporte coletivo eficiente. Com o transporte coletivo do jeito que está as pessoas ainda preferem usar o carro.
Como dificultar o uso do carro se a indústria automotiva gera emprego e renda para os trabalhadores?
A indústria tem, sim, aspecto favorável, só que o processo está sendo feito de forma incontrolada. Fala-se muito em morte e aumento de acidentes, mas o poder público está priorizando, por exemplo, a produção de motocicletas, que claramente estão matando pessoas.
Essa forma de produzir está matando e aleijando brasileiros. Tudo bem, vamos vender, comprar, mas vamos usar os automóveis de maneira responsável.