Quinta, 4 de Março de 2010
Arquivo Diário
Qui 4 Mar 2010
Fonte: Hnews
Vestidos de palhaço, dois deles se revezam nas avenidas que mudaram o sentido, no sistema binário, implantado no início deste ano na cidade
Diz-se que com criatividade se vai longe. Esta é a receita para os instrutores de trânsito em Maringá. Vestidos de palhaço, dois deles se revezam nas avenidas que mudaram o sentido, no sistema binário, implantado no início deste ano na cidade. Com bom humor, eles instruem a população a atravessar na faixa, o motorista a usar o cinto de segurança, bem como entender as novas mudanças. A ideia de educar o trânsito do município se faz em parceria entre a Secretaria dos Transportes (Setran) e Circo Teatro Sem Lona.
Se vai melhorar a imprudência de motoristas e pedestres no trânsito ainda não se sabe. Por enquanto, populares se mostram confusos com medidas adotadas pela prefeitura a fim de melhorar o fluxo de veículos e o tráfego em geral. De manchetes e páginas de jornal trazendo informações de acidentes não há novidade. Embora com poucos palhaços-instrutores nas avenidas da região central, é pra lá de divertido ver que, com paciência e boa vontade se faz uma boa campanha educativa.
O Circo Teatro Sem Lona faz um espetáculo circense com pitadas teatrais. Um dos fundadores da companhia, diretor e professor de teatro da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Pedro Ochôa, lamenta a falta de apoio cultural. “O Circo de Teatro Sem Lona leva o nome da cidade para todo o país, e gostaríamos que a política de ação cultural na cidade fosse mais articulada, que o poder público tivesse mais ação realizando eventos como temporadas e eventos para o movimento teatral da cidade realmente existir”, disse em entrevista para o jornal eletrônico ‘Inconstrução’ – publicação semanal experimental dos alunos do 2º ano de jornalismo do Centro Universitário de Maringá (Cesumar).
A Cia. fundada em Maringá em 1996, por Pedro Ochôa e Marcos Trindade proporciona encanto e alegria às mais diversificadas platéias em espaços alternativos. Nasceu de um projeto para a Lei de Incentivo para fazer espetáculos na praça, uma companhia de teatro de rua. A ideia é levar o teatro a quem não tem acesso. A Cia. é composta por seis integrantes – número variável. No rol dos espetáculos protagonizados pela companhia teatral, uma se faz especial: “Tem Palhaço no Trânsito”, cujo mote invade as ruas da cidade para fiscalizar sem ofender aos mais incautos no volante.
O estudante de teatro da UEM, Flávio Cardoso, 17 anos, é um dos que passam as tardes despertando a cidadania da população. Sua missão é educar com jeitinho cativante. “Vemos que o pessoal está muito estressado nas ruas, principalmente com as novas mudanças. Acredito que é uma questão de hábito. Nos acostumamos antes com outras modificações, agora é questão de costume”, avaliou.
Na tarde de ontem, a reportagem observou a maneira delicada de abordar o transeunte no cruzamento das avenidas Herval e Brasil. O horário de trabalho é das 11 às 13 horas e das 16 às 18 horas. Para ele, a experiência com o público vale qualquer sacrifício, inclusive o de aguentar mau humor alheio. “Eu ajudo também a olhar para o semáforo nas avenidas em que o sentido mudou”. Nessa nova ‘profissão’, Flávio acredita que o maringaense está bem receptivo.
Circo Teatro
A Companhia composta por sete atores iniciou seus trabalhos em 1998, sendo a única em Maringá que trabalha com o gênero brasileiro Circo Teatro. Todos os espetáculos contam com a participação de clowns que são atores vestidos de palhaços.
Qui 4 Mar 2010
Fonte: Correio Braziliense
Atar o cinto de segurança ao corpo leva menos de cinco segundos. É simples, rápido e evita 46% das mortes no banco da frente dos veículos. Quem deixa de usar o equipamento no banco traseiro fica ainda mais vulnerável, tendo o risco de morte aumentado em até cinco vezes, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). Apesar da comprovada eficiência, ainda há quem ignore o equipamento de segurança(1). Hoje faz 15 anos que o uso do cinto passou a ser obrigatório no Distrito Federal (veja O que diz a lei). Ainda assim, os órgãos de trânsito estimam que 90% dos brasilienses deixam de usá-lo no banco de trás.
O Distrito Federal e São Paulo foram pioneiros na iniciativa de cobrar o uso do equipamento e ajudaram a alertar o resto do país sobre a importância do cinto para evitar as mortes. Quando o Departamento de Trânsito (Detran) do DF decidiu fiscalizar o motorista e o passageiro, a partir de 3 de março de 1995, morriam, em média, 54 pessoas por mês na capital da República. No ano seguinte, o número de vítimas caiu para 50,8. Em 2008, esse número ficou em 34,8 (35% a menos que há 15 anos). As estatísticas de 2009 ainda não foram concluídas.
Apesar do resultado, é impossível atribuir a redução das mortes nas pistas exclusivamente ao uso do cinto porque o Detran não fez nenhum estudo para dimensionar o impacto da medida. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) também não. Mas, na dissertação de mestrado O comportamento do brasiliense na faixa de pedestre: exemplo de uma intervenção cultural, defendida em 2002, no Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Vívica Lé Sénéchal Machado afirma que o cinto de segurança foi a primeira medida que começou a mudar o trânsito de Brasília, tornando-o mais seguro.
Outras medidas
No ano seguinte à adoção da medida, o Detran lançou a campanha Paz no Trânsito. Logo depois, vieram os controladores eletrônicos de velocidade, que tiveram grande impacto na redução das estatísticas. A bancária Juliana Santos Carizzi, 23 anos, não precisa de números para ter a certeza que teve a vida salva pelo cinto. Há quatro anos, ela conta que cochilou ao volante, saiu da pista e capotou três vezes. Todos os vidros do carro ficaram estilhaçados e o veículo, completamente destruído, acabou vendido para um ferro-velho. Juliana saiu ilesa. “O acidente foi tão violento que o cinto deixou uma marca vermelha no meu ombro e no peito por quase um mês. Se eu não tivesse de cinto, teria sido jogada para fora do carro e o pior poderia ter acontecido”, lembra.
O trânsito faz tantas vítimas no mundo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) elegeu o tema acidentes de trânsito para a campanha da próxima década — 2010 a 2020. Para o diretor da Abramet, Flávio Adura, apesar da simplicidade, o uso do cinto é o melhor mecanismo de proteção em acidentes ocorridos nas pistas. Segundo ele, quem utiliza o equipamento de três pontas reduz em 60% os ferimentos de uma forma geral, 50% dos machucados na cabeça e pescoço e 70% dos ferimentos no tórax e no abdome.
Os dados usados pela Abramet referem-se a pesquisas publicadas na revista britânica The Lancet, uma das mais conceituadas no segmento médico, e também da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), que é como se fosse o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) americano. “É muito triste que, por desconhecimento ou negligência, alguns morrem ou ficam com lesões irreversíveis porque não colocaram o cinto. O benefício do uso é muito maior que qualquer incômodo”, alerta Flávio Adura.
Desde o fim do ano passado, o Detran decidiu aumentar a fiscalização ao motorista que ignora o cinto. De 1º de janeiro a 26 de fevereiro deste ano, os fiscais emitiram 5.691 multas, o que dá uma média diária de quase 100 casos. Ao longo de 2008, o órgão de trânsito aplicou 38.683 multas porque o motorista ou passageiros estavam sem o equipamento – a média diária ficou em 105,9 casos. Em 2009, foram 33.598 flagrantes da mesma natureza, ou média diária de 91,8 multas.
Qui 4 Mar 2010
Projeto que altera o Código de Trânsito Brasileiro para tornar obrigatório o uso de dispositivo de rastreamento por satélite (GPS) em ônibus interestaduais, como item de segurança, será discutido em audiência pública pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). Requerimento propondo o debate, apresentado pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), foi aprovado pela CI em reunião nesta quinta-feira (4).
O projeto (PLS 711/07), apresentado em 2007 pelo então senador Expedito Júnior, visa dar mais segurança aos passageiros em viagens interestaduais, vítimas frequentes de assaltos aos ônibus, especialmente nas madrugadas. A matéria constava da pauta da reunião desta quinta-feira da Comissão de Serviços de Infraestrutura, mas sua votação foi adiada em função da aprovação do requerimento para a realização do debate.
Serão convidados para a audiência pública o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres da Silva; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo; o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), Renan Chieppe; e um representante da Associação de Usuários de Transporte Coletivo de Âmbito Nacional.
Após o debate, a proposta voltará à pauta da CI, seguindo então para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde será votada em decisão terminativa.
Na mesma reunião, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) solicitou a retirada de pauta, pelo período de uma semana, do Projeto de Lei do Senado 448/09, que torna mais rigorosas as normas a serem observadas no transporte rodoviário de cargas perigosas. Serys é a relatora da matéria e já havia apresentado parecer favorável. O autor do projeto é o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).